
Pétala a pétala as tuas palavras
Caíam em cinza sobre o chão frio,
Letra a letra preenchias
O papel da vida de cada um.
E hoje, no fundo da terra,
A tua poesia ainda brota e dura,
Continua a fazer sentido
E a inundar páginas e livros
Para que cada coração, pulsando,
Reconheça o teu amor verdadeiro e infinito.
Clamaste amores impossíveis
E inesquecíveis, verdadeiros,
Inatingíveis e sofreste...
Florbela, poetisa e mulher,
Eras tu a rainha da tristeza
E trazias a boca madura de sonhos,
De palavras, de paixão.
Florbela, tornaste-te imortal
Através de letras, sílabas,
Palavras e frases que formam poemas...
Por isso te dedico este poema,
Como um beijo no rosto da tua eternidade.
Ivo e T. 2004
domingo
À Florbela Espanca
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