
Por entre as brumas da madrugada
que tristemente acompanham minh'alma solitária
sinto-me como se estivesse noutra dimensão
numa esfera
que paira por entre a solidão
gelo galáctico faz despertar adormecidas forças
finas gotículas de miudinha chuva planetária
(como se os anjos chorassem)
humedecem o meu seco interior
acordam o herói
que sonolentamente descansava
nas profundezas do meu ser,
agora meu ego enche até quase rebentar,
um archote eterno arde com garra
e incendeia a calma,
queima a tristeza,
anula o infortúnio,
aclara a destreza,
exlpode a esfera,
a redoma de solidão,
acaba com a depressão,
faz sair minh'alma da negra escuridão
e crer de novo na paixão...
T. (Fevereiro de 2006)
domingo
Esfera
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